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11. ESCOLIOSE

esc1Escoliose é um desvio tridimensional da coluna e dos arcos costais (ou costelas). A deformidade resultante lembra o formato de uma escada em espiral. A curvatura resultante é, portanto, uma resposta a um movimento torsional de toda a coluna vertebral.


Geralmente, diz-se que a coluna adquire a forma de um "S". A escoliose também consiste de uma rotação importante das vértebras na convexidade (parte de fora) da curva. Isto explica, em parte, a formação da giba torácica (proeminência dos arcos costais num lado do tórax) e da giba lombar (pelo deslocamento dos músculos que estão acima das vértebras).



Um ombro é geralmente mais alto que o outro devido à curvatura escoliótica. Uma das escápulas pode ser mais proeminente que a outra. Os seios podem parecer assimétricos. Um deles, geralmente o direito, pode não parecer tão desenvolvido quanto o outro, devido à deformidade na região torácica. A escoliose e a alteração dos arcos costais pode causar um giba (corcunda) na região dorsal.



A linha da cintura está desviada e é mais aberta na concavidade da escoliose. Um quadril pode ser mais alto que o outro devido a diferença no comprimento dos membros inferiores ou deformidade do osso do quadril. Esses problemas, algumas vezes, estão associados a escoliose. Dor nas costas, apesar de incomum, pode estar presente na escoliose.



Tipos de Escoliose:




Existem três tipos principais de escoliose:

1) ESCOLIOSE IDIOPÁTICA: Idiopática significa que a causa exata desta condição é desconhecida. 80% dos pacientes com escoliose sofrem de escoliose idiopática.

2) ESCOLIOSE CONGÊNITA: Este tipo de escoliose é secundário a uma deformidade na vértebra, que está presente ao nascimento e é visível em radiografias.

3) OUTROS TIPOS DE ESCOLIOSE: Escoliose Neuromuscular resulta de uma doença neurológica, muscular ou neuromuscular. Escoliose Pós-Traumática pode ocorrer após fratura da coluna, secundária à lesão das estruturas ósseas.



Progressão natural da Escoliose Idiopática
:

Ao nascimento, a coluna vertebral está alinhada. A deformidade da coluna pode começar logo aos primeiros anos de vida, mas na maioria das vezes não aparece até o início da puberdade (por volta dos 10 anos de idade). A escoliose atinge seu período máximo de deformação entre os 10 e 14 anos de idade, que coincide com o estirão de crescimento da adolescência (período de crescimento rápido que ocorre no início da puberdade). A escoliose afeta 2 a 4% da população. Cinco em cada 1000 pessoas têm curvas maiores que 20 graus. Uma em cada 1000 pessoas tem curva maior que 40 graus. Entre os adolescentes, a escoliose afeta meninos e meninas na mesma proporção, se levarmos em consideração curvas menores que 10 graus. Entretanto, a medida que a gravidade da escoliose aumenta, a proporção de meninas acometidas em relação a meninos também aumenta.Se uma menina não teve sua primeira menstruação (ou menarca), existe uma chance de 50% de que a escoliose irá progredir. Se ela já teve a menarca, a chance de que a escoliose progrida é de 20%.O início dos ciclos menstruais indica que a jovem já encerrou seu estirão de crescimento e que a fase de deformação rápida da escoliose está no fim. No sexo masculino, este período corresponde à mudança no timbre da voz e ao aparecimento de pelos pubianos. O final do crescimento ocorre entre os 16 e 17 anos nas mulheres e entre os 17 e 18 anos nos homens.

Este tipo de escoliose é secundário a uma deformidade na vértebra, que está presente aoesc2 nascimento e é visível em radiografias. Escoliose Neuromuscular resulta de uma doença neurológica, muscular ou neuromuscular. Escoliose Pós-Traumática pode ocorrer após fratura da coluna, secundária à lesão das estruturas ósseas. Idiopática significa que a causa exata desta condição é desconhecida.


Em sua forma mais comum, acomete adolescentes do sexo feminino, o que representa uma fonte de preocupação para médicos e para familiares, devido ao risco que progressão com prejuízo estético e funcional.


É importante que os pediatras e médicos de família estejam atentos a este diagnóstico. Para isto, muito ajuda a simples realização do teste de inclinação.

Exames de Imagem

Radiografia

A radiografia permite o diagnóstico e avaliar a melhor forma de tratamento. As posições solicitadas são de frente e perfil em filmes grandes que possibilitem avaliar as 3 curvas da coluna cervical torácica e lombar

Quando o paciente tem o diagnóstico confirmado é necessário a realização de radiografias em inclinação para avaliar a flexibilidade da deformidade, e de bacia para avaliarmos a maturidade esquelética.

Na radiografia medimos o “Ângulo COBB extremamente importante na condução do tratamento.


Ressonância Magnética


Deve ser solicitada em deformidades atípicas, curvas de raio curto, rápida progressão, dor e alterações neurológicas.


Tratamento


O tratamento divide-se em observação, uso de colete e cirurgia. Na indicação de uma das três formas de abordagem levamos em consideração o grau da deformidade pelo ângulo COBB medido nas radiografias de coluna, a flexibilidade da curva e a maturidade esquelética.

Curvas até 20 graus COBB observamos a evolução da deformidade através de radiografias a cada 3 meses. Muitas dessas deformidades não evoluem, e somente as que evoluírem deve-se colocar colete.

Curvas entre 20 e 40 graus COBB  recomenda-se o uso de coletes  “MILWAUKEE” ou TLSO.

Curvas acima de 40 graus COBB está indicado a abordagem cirúrgica quando está associado a uma descompensação do tronco.

A cirurgia pode ser feita por abordagem anterior ou posterior. O planejamento do número de vértebras a serem incluídas durante o procedimento da cirurgia e o tamanho da incisão cirúrgica dependerá da magnitude e tipo de curva.



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